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As regras da EC 103/2019 que o seu RPPS precisa cumprir

Publicado originalmente em 23/06/2020 · Categoria: Gestor, Legislação

Assinatura de documento legal

A Emenda Constitucional nº 103, de 12/11/2019 (Reforma da Previdência), trouxe regras que valem para todos os entes federativos (art. 9º, §§ 2º e 4º). Por isso, a lei previdenciária municipal precisou ser reformulada.

O RPPS passou a pagar apenas aposentadorias e pensões

O RPPS é responsável somente pela concessão e pelo custeio das aposentadorias, de todas as modalidades, e das pensões por morte.

Os benefícios temporários (auxílio-doença, auxílio-reclusão, salário-maternidade e salário-família) passaram a ficar a cargo do próprio ente federativo, ou seja, da Prefeitura. Esse entendimento foi confirmado pela Secretaria de Previdência na Nota SEI nº 122212/2019.

A regra tem eficácia imediata, mas a Portaria nº 1.348/2019 deu prazo para a adequação, que terminou em 31 de julho de 2020. Os entes precisavam comprovar à Secretaria de Previdência a vigência da lei com as novas alíquotas e da norma que transfere os benefícios temporários ao ente.

E se o município não editou a lei?

Isso não dispensa o cumprimento das regras. As normas municipais incompatíveis com a EC 103/2019 não foram recepcionadas por ela e perderam a vigência, mesmo sem uma lei que as revogue expressamente.

O motivo é a hierarquia das leis: a Constituição está acima de todas, como reconhece de forma inequívoca o Supremo Tribunal Federal.

Alíquota de contribuição do servidor

O § 4º do art. 9º da EC 103/2019 proíbe estados, Distrito Federal e municípios de fixar alíquota menor que a dos servidores da União.

A exceção é o RPPS sem déficit atuarial. Mesmo nesse caso, a alíquota não pode ser menor que a do Regime Geral (INSS).

Para os RPPS com déficit atuarial, a alíquota do servidor deve ser de no mínimo 14%. Não é uma escolha do Prefeito, da Câmara ou do gestor: é uma imposição da Constituição Federal.

O gestor do RPPS pode apresentar o projeto de lei?

Não. A iniciativa de projeto de lei sobre a legislação previdenciária do município é privativa do Chefe do Poder Executivo. O gestor pode, e deve, provocar a Prefeitura formalmente, por ofício, para que a adequação seja feita.

Sua lei previdenciária está adequada?

Revisamos a legislação do município e preparamos o projeto de lei e o ofício à Prefeitura.

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